sábado, 22 de maio de 2010

"No fim tu hás de ver que as coisas mais leves são as únicas
que o vento não conseguiu levar:
um estribilho antigo
um carinho no momento preciso
o folhear de um livro de poemas
o cheiro que tinha um dia o próprio vento."
Mário Quintana

sábado, 3 de abril de 2010

Oieeee Persoaus!
Entonces, hj dia 03 de abril e eu continuo assustada com o tempo q não para de correr...
Na correria do dia, acabo me esquecendo de passar por aqui...

Final de semana de cantar louvor ao nosso Deus
De ir visitar a Melissinha e ficar dizendo que ela é "Linda e Absoluta"
De passear com a Melissinha de Cross Fox
De ajudar a Mami na cozinha, pelo menos lavando a louça eheh
De ficar vendo os videos de Lady Gaga para aprender a dançar no youtube
De ir ao shoppings
De se juntar com as primas e ficar falando besteira
De tomar coca e comer chocolate
De estudar aff =/
De fazer o papel da irmã mais velha chata e ficar curtindo com o namorado da irmã (adoogo)
De dormir tarde e acordar mais tarde ainda
De assistir uma comédia romantica e ficar com vontade de chorar no final

Enfim de ter a melhor familia e os melhores amigos...

segunda-feira, 29 de março de 2010

Para sempre te louvarei
Pode o mundo a minha volta tentar me deter
Eu não me calarei
Em Ti confiarei

Minha rocha de vida e paz
Tu és a fonte inesgotável que me satisfaz
Sempre me alegrarei
Em Ti confiarei

De Ti eu cantarei
Pro mundo ouvir o meu clamor
Bem alto então direi:
Não posso viver sem Teu amor

Tu és minha força, minha rocha
Segurança pra viver
Tu és meu escudo, fortaleza
Esperança encontro em você, amado Jesus

sábado, 27 de março de 2010

Nem era preciso fechar os olhos para que ela se lembrasse da primeira vez que o havia visto. Ele não se lembraria.
Talvez para ele o encontro tenha se dado em outro momento.
Às vezes "descobrimos" as pessoas no exato momento em que as vemos.
Mas em muitos outros casos, essa descoberta se dá depois de anos de convivência. Provavelmente com ele foi assim.
Mas para ela não. Um olhar e uma única frase e ela jamais esqueceria.
Anos se passaram. Houve um reencontro: para ela.
Houve um encontro: para ele.Foi naquele exato momento que ela se deu conta: o esperava há anos.
E podia ver que os olhos dele também diziam isso.
Os olhos. Como era possível que utilizando um único sentido pudessem dizer tanta coisa um ao outro?
Seus olhares se achavam onde quer que estivessem, mesmo que fosse em meio a uma multidão.
Não. Era mais que olhar, era mais que achar: era encaixar-se.
Parte dela sempre pertencera a ele. Parte dele sempre andara com ela.
Estavam agora repletos de si mesmo. E foram tomados por um desejo enorme de conhecer aquele mundo do outro que não lhes pertencia.
Aquele mundo que torna a vida cheia de descobertas, cheia de aprendizado.
Aquele mundo do "frio na barriga". O mundo do inesperado. Mas não havia espaço para o inesperado.
Não fora de suas almas. Não em suas vidas. Escolhas os separavam.
Escolhas feitas por ele. Escolhas feitas por ela. Escolhas feitas antes dele e dela.
E até mesmo coisas que não podem ser escolhidas.
Mas naquele momento o poder de decidir estava nas mãos deles.
Não sem dor. Não sem choro. Não sem luta.
Tiveram que escolher entre suas duas únicas opções: nunca mais se verem ou continuarem desfrutando de um olhar.
Ah! O olhar. Preferiram continuar repletos de si mesmo já que haviam se encontrado um no outro.
Era isso ou voltar ao nada. Era isso ou uma vida sem possibilidades.
E o que é uma vida sem possibilidades senão uma vida infeliz?
Agarraram-se a felicidade da possibilidade.
Anos se passaram e durante esses anos compartilharam fatos.
Festas de aniversário, ele lhe contou que estava namorando, churrascos, viagens com os amigos, e-mails, ela lhe contou que havia terminado.
E, entre fatos, o olhar intenso que os havia aproximado tornou-se fugidio.
Talvez isso fosse mesmo necessário. Era o caminho natural do que haviam escolhido.
Tinham que esconder de si mesmos e dos outros o que os unia.
Esconderam dos outros.
Com o tempo perceberam que nem sempre há felicidade na possibilidade.
Talvez não soubessem o que era possibilidade.
Talvez tivessem sido demasiadamente ingênuos.
Talvez tivessem escolhido mal, afinal estavam entorpecidos por um olhar.
O olhar. O único fato agora era: o que haviam desejado se tornara impossível.
Afastaram-se.
Anos se passaram.
Houve um reencontro: para ambos.
Estavam cheios de medo, de dúvidas, de receios.
Estavam diferentes, mas reconheciam-se pelo olhar.
O olhar permanecera intacto e frente a ele o inesperado: todas as possibilidades do mundo do outro que não lhes pertencia.
E não tiveram outra escolha a não ser tornar o desejo real.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Porque se olhares em mim verás...
Não sou tão má quanto pensas, apenas não sou tão corajosa como imaginas...
Pareço forte, mas no fundo sou fraca, fera porém sou bela,
as vezes chata, mas no meu íntimo há sentimentos diversos,
pareço metida porém se olhares em meu semblante
com seu coração verás apenas humildade,
calma sempre...
Posso até parecer solitária...
É que realmente tenho poucos amigos...

Pense nisso,
depois me julgue.
Lembre-se; que se me julga pela aparência,
sou apenas o reflexo de sua ignorância...

(Clarice Lispector)

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Era estranho: como poderia sentir a falta dele em um momento que ele nunca estava presente? Corriam o dia todo. Falavam-se algumas vezes durante o dia. Viam-se ao final do dia. Várias vezes saíam. Mas o momento, aquele momento que ela sentia mais sua falta, aquela falta de doer o peito, tornar a respiração mais profunda. Naquele momento sua ausência se concretizava.
Uma saudade com voz, cor, textura e cheiro.


Eu li no livro eheheh

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010